sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Joe Cocker - A Década Perdida de 1970.

Foto: recorte do autor.

John Robert Cocker nasceu em 20 de maio de 1944 em Sheffield, Inglaterra. Aos 16 anos (1960) formou seu primeiro grupo, The Cavaliers. Joe Cocker cresceu influenciado pelo “skiffle” (gênero do rock tipicamente britânico) de Lonnie Donegan (1931-2002) e o som revolucionário de Ray Charles (1930-2004).
Em 1964, Joe Cocker, usando o pseudônimo de Vance Arnold, assinou contrato com a Decca Records e gravou uma versão de “I’ll Cry Instead” (Lennon & McCartney) que foi um fracasso apesar contar com o guitarrista Jimmy Page.
Joe seguiu em frente.
Entre 1965, Joe formou uma banda chamada “Joe Cocker’s Big Blue” e se manteve na ativa. Entre 1966 e 1969, formou um grupo mais consistente, chamado “Grease Band” e, com este chamou a atenção do produtor dos grupos Procol Harum, The Moody Blues e George Fame, chamado Denny Cordel. Por gravar uma faixa (“Marjorine”) sem o grupo, parte dele foi embora. A “New Grease Band” estava formada e Cocker partiu para o festival de Woodstock. Sua voz e os maneirismos conquistaram a plateia. Nascia uma estrela no mundo da música. Mas, assim como no filme de mesmo nome, a estrela iria cometer os excessos da década de 70 do Século XX.
Em 1970, ele não queria excursionar pelos Estados Unidos: estava exausto. Mas foi e montou um supergrupo de 30 músicos, “The Mad Dogs and The Englishmen”. As brigas entre Cocker e Leon Russell tornaram-se constantes e Cocker começou a beber excessivamente. Apesar disso, o grupo excursionou por 48 cidades americanas e recebia sempre críticas positivas da imprensa.
Quando retornou a sua cidade natal, Sheffield, seu estado físico e mental preocupou a todos de sua família. Mas, com um sucesso atrás do outro, Cocker retorna aos Estados Unidos e por lá fixa residência.
Em 1972, Cocker e outros músicos de sua banda foram presos, na Austrália, por posse de drogas. Foi solto no dia seguinte, mas devastou um quarto de hotel em Melbourne. Por isso, teve 48 horas para deixar o país. Os australianos deram a ele o apelido de “cachorro louco”.
Em 1973, seu produtor, Denny Cordell e vários músicos deixam de acompanha-lo. Joe Cocker conhece e afunda na heroína, álcool e maconha.
Em 1974, lança o luxuoso e elogiado álbum “I Can Stand a Little Rain”. A canção “You Are So Beautiful” alcança a 5ª posição na Billboard, mas Cocker não conseguia fazer shows completos. Durante a gravação de “I Can Stand a Little Rain”, as faixas restantes formaram um novo álbum, chamado “Jamaica Say You Will” (A&M Records). Cocker embarcou novamente para a Austrália com permissão do governo.
Em 1975, grava “Stingray” (A&M Records), um fracasso em vendas. Joe Cocker estava completamente intoxicado e falido. Sua dívida, apenas com a A&M Records somava US$800.000. Até para alugar um rancho de uma famosa atriz residente na Califórnia foi necessária interferência de amigos. A única saída foi tentar manter-se sóbrio e enfrentar uma maratona de shows pelo mundo.
Após 3 anos sem gravar, Cocker lançou o álbum “Luxury You Can Afford” (Asylum Records). Apesar de boas faixas, como “I Heard It Through The Grapevine” (Whitfield-Strong) e “Whiter Shade of Pale” (Broker, Keith, Fisher) as vendas foram insignificantes e não houve renovação de contrato. Aos 34 anos, Joe Cocker era um “nome a ser evitado” pela indústria fonográfica (Will Jennings, Los Angeles Times, 1981). Cocker sobreviveu dos shows e das apresentações em TVs dos Estados Unidos e Europa.
No final dos anos 70, Joe Cocker não contava com a ajuda de ninguém além de si próprio. Na época, ele cantava “With a Little Help From My Friends” (Lennon-McCartney) com certa ironia. E ele buscou a reabilitação, sem holofotes.
Apenas em 1981 voltaria a gravar 2 faixas, como convidado, no álbum de um grupo sem estilo definido. E Cocker não recusou a chance de voltar.
Jacy Dasilva

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