domingo, 22 de maio de 2011

Dream On– Aerosmith (1973)

Steven Tyler compôs a canção em fins de 1972 para o primeiro álbum de sua banda (Aerosmith, Columbia, 1973).
Mas havia um problema: a banda não tinha nenhuma música composta.
O produtor alugou uma casa para todos compusessem o maior número de músicas. Afinal, o contrato já estava assinado.
A Columbia até não estava muito empolgada com que chamava de “cópia dos Rolling Stones”. Mas, sem dúvida, precisava que alguma banda americana rivalizasse com os Stones.
Embora gravadora tivesse todo o departamento de marketing à disposição do primeiro disco de Bruce Springsteen, esperava que o Aerosmith compusesse material para um single (compacto).
O líder, Steven Tyler, tinha 24 anos quando conseguiu musicar num velho piano os versos de Dream On. A reação do grupo não foi das melhores porque era uma balada.
Como uma banda que pretendia fazer carreira no hard-rock começaria a ser conhecido por uma balada? Certamente não era um bom começo, mas era tudo que o grupo tinha. A faixa “Somebody”, também feita às pressas, serviu para o lado B do single.
E sobre o quê Steven Tyler escreveu?
É sobre o desejo que todo adolescente tem de ser alguém. Persistir nos sonhos como forma de não ser uma pessoa medíocre”, contou Tyler e acrescentou: “Eu tinha uma ideia dos versos desde os 17 anos, mas não conseguia terminar. Achava que nunca conseguiria compor uma música inteira”.
Quando o Aerosmith tocou a música pela primeira vez, em 1973, recebeu do dono da casa noturna a quantia de US$175 e uma garrafa de gim.
Ao contrário do que o próprio grupo achava, Dream On foi um sucesso e permanece como música obrigatória dos shows do Aerosmith até hoje.
Foi relançada diversas vezes ao longo de quase 40 anos e regravada por diversos artistas, como Eminem e Ronnie James Dio.

Dream On
(Tyler)

Every time when I look in the mirror
All these lines on my face getting clearer
The past is gone
it went by, like dusk to dawn
Isn't that the way
Everybody's got the dues in life to pay

I know nobody knows
where it comes and where it goes
I know it's everybody sin
You got to lose to know how to win

Half my life
is books  written pages
live and love from fools and
from sages
You know it's true, OH
All these things come back to you

Sing with me, sing for the years
Sing for the laughter, sing for the tears
Sing with me, just for today
Maybe tomorrow, the good lord will take you away

Yeah, sing with me, sing for the year
sing for the laughter, sing for the tear
sing with me, just for today
Maybe tomorrow, the good Lord will take you away

Dream On
Dream On
Dream On
Dream until your dreams come true
Dream On
Dream On
Dream On
Dream until your dreams come true
Dream On
Dream On
Dream On
Dream On
Dream On
Dream On
Dream On

Sing with me, sing for the year
sing for the laughter, sing for the tear
sing with me,just for today
Maybe tomorrow, the good Lord will take you away
Sing with me, sing for the year
sing for the laughter, sing for the tear
Sing with me, just for today
Maybe tomorrow, the good Lord will take you away.
Letra do site:
http://www.ntl.matrix.com.br/pfilho/html/main_index/


Notas Fora da Pauta
Nota 1 – Nos anos 1990,  Aerosmith foi redescoberto pela geração MTV.
Nota 2 – Dream On foi regravada com arranjo de orquestra e novamente alcançou o topo das paradas americanas em 1993.
Nota 3 – Steven Tyler é pai da atriz Liv Tyler (Senhor dos Anéis). Atualmente, é jurado do programa American Idol.
Nota 4 – Em 2011, Aerosmith vem ao Brasil para shows e para o lançamento da biografia de Steven Tyler.
Jacy Dasilva

Ao sobrinho Ariel pelo seu aniversário de 16 anos.

domingo, 8 de maio de 2011

Rock And Roll Lullaby – B. J. Thomas (1972)

A música de novela mais conhecida da história da TV brasileira não foi sucesso apenas no Brasil. Rock And Roll Lullaby fez parte da trilha sonora de Selva de Pedra (1972) e no remake dos anos 1980 foi o tema de abertura.
Os compositores da canção, Barry Mann e Cinthya Weil, relatam as lembranças da infância difícil de um garoto criado por sua mãe adolescente.
Os versos não explicitam que se trata de uma mãe solteira, o ouvinte deduz.
Quando as coisas ficavam difíceis, a jovem mãe cantava uma balada de rock para seu filho que dizia: “Tudo vai dar certo”.
Billy Joe Thomas nasceu em Oklahoma em agosto de 1942 e começou a cantar em corais de igrejas. Sua carreira discográfica tem mais de 45 anos e se mantém até hoje. Ele alterna seu soft-rock com álbuns religiosos.
Seu primeiro sucesso, Billy and Sue data de 1966, o suficiente para que fosse convidado a assinar com a gravadora Scepter de Nova York. O selo era de propriedade de uma mulher, Florence Greenberg, coisa rara até hoje.
A gravadora era pequena, mas tinha em seu cast, Dionne Warwick, Shirelles e o próprio Barry Mann (um dos autores da canção) – que gravou Rock And Roll Lullaby  em 1970 sem alcançar sucesso. Foi oferecida a BJ (seu apelido de infância) em 1972.
Dionne Warwick convenceu Burt Bacharach e Hall David de que BJ tinha a voz certa para cantar Raindrops Keep Falling On My Head, música-tema de Butch Cassidy (1969). Sua interpretação rendeu o Oscar aos compositores e é um clássico do cinema.
O álbum “Billy Joe Thomas”, de 1972 é uma joia perdida, perdida mesmo. A Scepter durou poucos anos e os fonogramas foram dispersos por selos maiores. Apenas recentemente o álbum foi lançado em CD.
As 12 faixas do álbum têm inéditas de Jimmy Webb (gênio precoce da música pop), Stevie Wonder (que deu para BJ gravar “Happier Than a Morning Sun” e ainda tocou harmônica na faixa), Mark James (I Just Can’t Help Believing) e de Carole King.
Rock And Roll Lullaby é considerada um feito, pelas ideias do próprio BJ. Ele queria que música soasse como uma velha balada e imaginou várias camadas de sons sobrepostos. Os produtores pensaram que alguém poderia tocar guitarra como Duanne Edy, lendário guitarrista, nascido em 1938, que participou da gravação do clássico Peter Gunn (Henry Mancini) e influenciou uma geração de guitarristas, como, por exemplo, George Harrison.
“Ao invés de chamar alguém que tocasse como ele, chamamos o próprio”, contou BJ.
Os vocais ficariam divididos assim: as vozes femininas com The Shirelles e as masculinas arranjadas por Brian Wilson, famoso pelas harmonias vocais dos Beach Boys. Shirelles recusaram e Brian Wilson – que aceitou o trabalho – sumiu quando os produtores chegaram a Los Angeles. Restou improvisar. O grupo feminino, The Blossoms (3 vozes) e Dave Sommervile (do grupo The Diamonds), Ron Ricklin, Tom Bahler e Gene Morford fizeram a parte de Brian Wilson.
Os arranjos de cordas ficaram a cargo de Glen Spreen. Os engenheiros de som e masterização (Bob Ludwig) fizeram um excelente trabalho: som é quadrifônico e necessitou de 3 estúdios.
O single vendeu mais de 15 milhões de cópias e garantiu a B. J. Thomas o resto de sua carreira.
Raindrops Keep Falling On My Head (Bacharach-David).
B.J. Thomas no programa britânico Top of The Pops.

Long Ago Tomorrow (Bacharach-David) 1971

The Eyes Of A New York Woman (Mark James). Sucesso de 1968, em intepretação de 2008. A voz continua afinada.
I Just Can’t Help Believing (Mann/Weil) 1970.
Em todos os shows, B. J. conta que a canção é mais conhecida na voz de Elvis Presley, mas foi ele quem a gravou primeiro e recebeu o Disco de Ouro.


Songs (Mann/Weil) 1973.


Notas Fora da Pauta
Nota 1 – Por conta de Rock And Roll Lullaby, B. J. Thomas veio ao Brasil diversas vezes. Na última, em 2009, cantou no Rio e sua voz continuava impecavelmente conservada.
Nota 2 – Nos anos 1970 gravou pela Somlivre um álbum com sua apresentação no Maracanãzinho (lotado). Nunca relançaram em CD.
Nota 3 – Em sua turnê pelo Brasil, em 2009,  gravou “Once I Loved”, álbum de tributo a Bossa Nova com participações de João Bosco, Ivan Lins, Leila Pinheiro e Ivete Sangalo. Foi elogiado  - como de costume - no exterior.

Nota 4 - A página oficial de B. J. Thomas mostra que o cantor tem agenda lotada de shows.
Nota 5 – Nos anos 1980 consegui achar um LP “Billy Joe Thomas” lacrado que conservo e ouço até hoje. A gravação é superior aos relançamentos em CD - não tem chiado (hiss).

Nota 6 - O grupo mineiro Pato Fu lançou em 2010 o álbum "Música de Brinquedo", no qual gravaram Rock and Roll Lullaby.
Jacy Dasilva

terça-feira, 3 de maio de 2011

New York State Of Mind – Billy Joel (1975)

Billy Joel nasceu no Brooklin, New York em maio de 1949.
No início dos anos 1970 tentou a carreira de pianista em Los Angeles, Califórnia.
Não deu certo e voltou.
Billy fez a composição literalmente no ônibus Greyhound (Los Angeles-N York) – citado na canção, quando estava voltando pra sua cidade natal.
Começou a anotar os versos num bloco e deu os toques finais quando chegou em casa e reencontrou seu piano.
Sua saudade e amor pela cidade se espalham nos versões da composição.
Começa dizendo que alguns preferem deixar a cidade, deixar a vizinhança, ir para Hollywood ou Miami. Mas que ele prefere o modo de vida nova-iorquino e cita nomes de bairros (Chinatown, Riverside) e jornais (New York Times, Daily News) ao longo dos versos.
E ao final cada bloco repete: I’m in a New York State of Mind (Estou no estado de espírito de Nova York).
Quando lançada, alcançou modesto sucesso e foi o Lado B do single “Say Goodbye To Hollywood”.
A composição começou a tornar-se mais popular com a regravação por Barbra Streisand em 1977.
Daí em diante, foi interpretada por Mel Tormé, Tony Bennett, Oleta Adams, Diane Schuur e Carmen McRae.
Após os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, Joel a interpretou em vários shows beneficentes.
A lista de cantores e compositores apaixonados pela Big Apple é grande: Sinatra, Barry Manilow, Elton John, John Lennon, Simon & Garfunkel e outros.
O autor também é grande admirador da “cidade que nunca dorme”.

Jacy Dasilva