segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Sergio Mendes – 70 anos

A imprensa brasileira ignorou os 70 anos de Sergio Mendes, um dos nossos maiores divulgadores da música brasileira no exterior.
Fora do Brasil, notas foram dadas no The Guardian, Los Angeles Times, The Times, Washington Post, New York Times, BBC-music, Billboard e Rolling Stone.
Blogs ao redor do mundo celebraram.
No Brasil, nada.
Nelson Motta, jornalista e compositor de pelo menos dois sucessos que Sergio gravou mais de uma vez, apresentou em shows e renderam copyrights (O Mar é Meu Chão “The Sea Is My Soil” e O Cantador “Like a Lover”) não deu uma linha.
Ruy Castro, grande historiador da Bossa Nova, idem.
Por que será?

Sergio Souza Mendes nasceu em Niterói no dia 11 de fevereiro de 1941.
Por conta de uma osteomielite (infecção nos ossos) e escoliose,
seu pai, médico, comprou-lhe um piano e Sergio frequentou o Conservatório de Música de Niterói, no Jardim São João.
Quando deixou o Conservatório, Sergio passou a ter aulas com o maestro Moacyr Santos (1926-2006) aos 17 anos.
E sobre seu professor, Sérgio relembrou em 2010:

“Ele viveu no Rio e trabalhou na Rádio Nacional. Tinha uma maneira especial de compor e orquestrar. Ele possuia estilo próprio. Tive aulas de música com ele quando tinha 17 anos. Ele escreveu alguns arranjos em conjunto com Antonio Carlos Jobim para meu álbum com o Sexteto Bossa Rio. Moacyr foi um dos mais profílicos compositores e arranjadores da música brasileira. É o Duke Ellington da música brasileira”.

Sérgio ficou fascinado pelo jazz.
O pai não soltava dinheiro. Se quisesse ser músico, teria que se sustentar.
Ainda em Niterói, tocava no Club Central e Petit Paris, ambos na praia de Icaraí.
Com seu amigo, o contrabaixista Tião Neto (1931-2001) tocava nos bailes de debutantes a única valsa que sabia era “Lover” (Rodgers-Hart).
Atravessava a Baía de Guanabara para tocar de graça no Beco das Garrafas, Copacabana - local da gênese da Bossa Nova.
Não era totalmente de graça: recebia o dinheiro do ônibus e da barca Rio-Niterói. Mas era obrigado a consumir nas boates. Enfim, gastava e pagava pra tocar.
Alberico Campana, dono de uma delas, dizia: “Você ainda está aprendendo”.
Cansado de tocar dessa forma, pediu uma chance a Miéle e Ronaldo Bôscoli para se apresentar na boate Bottles. Arrasou no piano e foi contratado.
Na segunda semana, pediu aumento, pois percebia que o público aumentava quando começava a tocar.
Daí começou sua fama de “gostar de dinheiro” e ser avarento.
Talento possuía, tanto que o produtor Walter Arruda, do programa da TV paulista “Musical Três Leões” saía de São Paulo toda semana para buscar em Niterói e devolver pessoalmente o menino prodígio. Sergio já era a revelação do Beco das Garrafas.
Se pensarmos bem, Sergio Mendes foi o primeiro artista da Bossa Nova a se profissionalizar de fato. E a partir de seu exemplo, vários deixaram o amadorismo dos primeiros anos do movimento. 
Em 1961, o produtor Armando Pittigliani convidou Sergio (com 20 anos) para gravar o primeiro LP “Dance Moderno” (Philips).
Em seguida, gravou o essencial “Sérgio Mendes e Bossa Rio” a convite do lendário produtor Roberto Quartin (1943-2004).
Buscando levar a Bossa Nova para os Estados Unidos, o dono da gravadora Audio Fidelity, Sidney Frey (1920-1968) chegou ao Brasil com uma certeza: levar Jobim (1927-1994), João Gilberto e Agostinho dos Santos (1932-1973) para apresentações em N York.
Mas ficou fascinado ao ouvir o sexteto de Sergio Mendes.
Além do show, faria um disco.

“Não acompanho ninguém. Ou abro ou fecho o show”, disse Sérgio.

Viajou com um terço na mão, mas foi. Ruy Castro é quem conta essa história.
Abriu o histórico show “Bossa Nova no Carneggie Hall” com seu sexteto Bossa Rio. Além dele ao piano, Durval Ferreira ao violão, Dom Um Romão (1925-2005) na bateria e Paulo Moura - nascido em São José do Rio Preto, São Paulo, mas que foi sempre carioca - (1931-2010) no sax (Bossa Nova at Carneggie Hall, Audio Fidelity, 1962).
Todos que se apresentaram receberam convites para gravar discos e shows em território americano.
Sergio recebeu elogios no The New York Times e tocou na noite seguinte no Birdland, clube de jazz nova-iorquino. Na platéia estavam Miles Davis (1926-1991) e John Coltrane (1926-1967). O show era de Cannonball Adderley (1928-1975) e Sérgio, convidado ao palco, arrasou novamente ao piano.
Voltou para o Brasil e experimentou a truculência e ignorância do Golpe Militar de 31 de março de 1964.
Em 6 de abril de 1964, nasceu seu primeiro filho, Rodrigo. Sérgio, radiante, mandou telegramas para vários amigos com o mesmo texto:

“Rodriguinho Barra Limpa, o primeiro realista mágico de Niterói, avisa ao (variava o nome do destinatário) que a ordem do dia é fralda larga e leite morno”.

Todos que receberam o telegrama, igualmente receberam “visitas” da polícia.
Em São Paulo, o artista plástico Wesley Duke Lee (1931-2010) teve seu ateliê destruído pelos militares e ficou 10 dias preso.
Em Niterói, conhecida como Cidade Sorriso, Sergio teve seu apartamento na Rua Belisário Augusto, em Icaraí, invadido por militares portando metralhadoras.
Foi arrancado de sua casa e levado ao quartel do 3º RI (atualmente 3º BI, no bairro Venda da Cruz).
O general de plantão queria saber o que significava “realismo mágico”.
Sergio explicou que era apenas uma manifestação pela alegria de ser pai, mas não convenceu.
Foi levado até sua casa para provar que Rodriguinho era seu filho recém-nascido.
E não parou por aí: foi condenado a dez dias de prisão domiciliar.
Por isso, foi para os Estados Unidos.
Convidou Tião Neto (1931-2001), Rosinha de Valença (1941-2004), Jorge Ben e Wanda Sá. Todos aceitaram ir com ele via bolsa de estudos do Itamaraty, conseguida pelo seu padrinho de casamento, Mário Dias Costa.
Tocaram de graça – de graça mesmo - em vários clubes e boates de Los Angeles.
O executivo da Capitol Records, Dave Cavanaugh (1919-1981) gostou do que ouviu e ofereceu contrato para um disco na gravadora.
Daí nasceu o LP Brasil’ 65 .
Jorge Ben não participou do disco e voltou para o Brasil. Motivo: foi até uma barbearia em Los Angeles e os barbeiros se recusaram a fazer o corte de cabelo por ele ser negro.
Foi direto ao aeroporto e comprou uma passagem de volta.
Porém “deu” a Sérgio “Mas que Nada” para que “fizesse algo diferente com ela”.
Sergio Mendes gravou discos pela Atlantic Records, mas não estava satisfeito apesar de fazer shows remunerados em várias cidades americanas. Sérgio queria fazer música brasileira nos moldes americanos – um som pop.
Nos anos de 1960 fervilhavam grandes grupos vocais: The Beatles, Beach Boys, Supremes, Mamas & Papas, Four Tops, The Association, Frankie Valli & The 4 Seasons, Isley Brothers, e outros.
Era o som que Sergio queria: americanizar músicas brasileiras e abrasileirar as americanas.
Colocou um anúncio no jornal e selecionou duas cantoras americanas: Lani Hall e Karen Philips.
Assinou contrato com a pequena gravadora A&M de Herb Alpert de Jerry Moss que funcionava nos antigos estúdios de Charles Chaplin (1889-1977), na Melrose Avenue, Los Angeles.
Sergio atormentou as cantoras para que cantassem em português, ensaiando por 6 meses.
Valeu a pena.
O disco “Herb Alpert Presents Sergio Mendes & Brasil’ 66” foi sucesso imediato.
O LP alcançou 1 milhão de cópias rapidamente.
A versão de Sergio para Mas que Nada, de Jorge Ben é sua marca registrada até hoje. E colocou no nome de Jorge Ben no circuito de compositores mais gravados no mundo.
Apenas nos anos 1960, Mas Que Nada foi gravada por ninguém menos que Dizzy Gillespie (1917-1993) Ella Fitzgerald (1917-1996) e Oscar Peterson (1925-2007).

Mas Que Nada (Jorge Ben)


Em 1967, estava numa festa em Los Angeles quando alguém trouxe a última novidade: o single de “The Fool On The Hill” dos Beatles. E todos ouviram com atenção.
Sergio disse: “Vamos gravá-la do meu jeito amanhã”.
O single com o arranjo de Sergio Mendes ficou em melhor posição nas paradas da Billboard e vendeu mais que a versão de Lennon & McCartney.
Com todo respeito, a única bossa nova genuína que Burt Bacharach conseguiu fazer foi “The Look Of Love”. O vocal de Dusty Springfield é bom, mas com Astrud Gilberto teria sido muito melhor.
Sergio Mendes fez um samba de primeira qualidade com ela.

The Look of Love (Bacharach-David)/The Fool On The Hill (Lennon & McCartney)


Fez turnês com Frank Sinatra (1915-1998), abrindo seus shows em 1968. Voltou a fazer turnê com Sinatra em 1980 na Inglaterra.
Passou a se apresentar no mundo inteiro, sempre com casa lotada.
Sergio levou para os Estados Unidos Edu Lobo, Marcos Valle e esposa, Dori Caymmi e outros.
De Edu Lobo gravou todos os seus clássicos e dedicou-lhe um disco inteiro “Sergio Mendes Presents Edu Lobo” com o próprio na capa do álbum.
Durante os anos de 1960, gravaria Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso e Milton Nascimento.
Todos os jovens compositores brasileiros queriam que suas músicas fossem gravadas por Sergio (Nelson Motta, Noites Tropicais, Editora Objetiva, 2000).
Afinal, seus álbuns tinham distribuição mundial e os direitos autorais eram mais garantidos.
Quanto será - em qualquer moeda - que seus álbuns relançados rendem aos compositores brasileiros que Sergio gravou?
Seguramente, para muitos compositores , o "avarento" Sergio é responsável pela maior arrecadação em direitos autorais.   

O Cantador "Like a Lover" (Dory Caymmi-Nelson Motta-A&M Bergman)


No final dos anos 1960, Sergio compôs com Alan & Marilyn Bergman “So Many Stars”.
Música tão americana que ninguém repara o nome de Sergio nos créditos.

So Many Stars na voz de Sarah 'Sassy' Vaughan.

Nos anos de 1970, tocou e gravou ao lado de Paul Anka, Elvis Presley (1935-1977) e Stevie Wonder, Tom Jones, Andy Williams e outros.
Continuou a gravar compositores brasileiros e começou o processo de lançar inéditas em inglês.
A canção “Trouble With Hello is Goodbye” é o melhor destaque.
Nos anos de 1980, partiu para o pop americano, emplacando “Summer Love”, “Never Gonna Let You Go”, “What Do We Mean To Each Other” introduzindo ao conjunto o vocal masculino de Joe Pizzulo.
Gravou “Olympia” e “The Sound of One Song” (“Depende de Nós”, Ivan Lins e Vitor Martins) no LP Oficial dos Jogos Olímpicos de Los Angeles em 1984.
Em 1989, produziu (com arranjos de Dori Caymmi) o último disco de Sarah Vaughan (1924-1990), “Brazilian Romance”, com participação de Milton Nascimento.
Em 1993 recebeu o Grammy pelo álbum “Brasileiro” (Warner). Gravou ainda “Encanto” em 1996 e parou.
E parou de gravar porque quis.
Mas continuou se apresentando ao redor do mundo, comprovando a longevidade de seu sucesso e repertório.
Em 2008, gravou nova versão de “Mas Que Nada” com The Black Eyed Peas.
Sérgio conta:
“Lembro quando o Will.i.am. (Black Eyed Peas) chegou na porta da minha casa com uma caixa com todos os meus long plays. Era meu fã de carteirinha, conhecia minha obra inteira, não tinha porque não gravar com eles”.

Em 2006, lança “Timeless” com boa repercussão fora do Brasil.

Mas Que Nada com Sergio Mendes & Black Eyed Peas


Seu último disco “Bom Tempo” (Concord, 2010) retoma a parceria com Carlinhos Brown e tem a participação de Milton Nascimento.
Em entrevista no ano passado (Jornal “O Estado de São Paulo”,11 de setembro de 2010), declarou que gostaria de comemorar seus 70 anos num show na praia de Icaraí, Niterói.
Em todos os carros que possuiu coloca a mesma placa personalizada: Nictheroy.

Sergio tem toda a sua obra em catálogo fora do Brasil.

Notas Fora da Pauta

Nota 1 – Quando sua turnê passou por Londres em 1971, Sergio soube que Caetano e Gil estavam exilados. Convidou Caetano – que aceitou - para abrir seu show. (O Som do Pasquim, Editora Codecri, 1976).

Nota 2 – Quando Edu Lobo e Marcos Valle estavam sendo lesados pelas editoras musicais americanas, procuraram Sergio Mendes. Este forneceu advogado e os dois passaram a receber os valores devidos.

Nota 3 – Sergio Mendes tocou várias vezes na Casa Branca. A escolha do artista é do convidado. Tocou para vários presidentes e, pelo menos uma vez, para o rei Juan Carlos da Espanha.
O responsável pela agenda musical da Casa Branca no governo Reagan (1911-2004) era Frank Sinatra, que providenciou para que tudo estivesse em ordem para o amigo Sérgio.
Meticuloso, Sinatra perguntou:
-Sergio, está tudo bem? Tudo bem, mesmo?

Nota 4 – É inexplicável sua esquisitice de batizar seus grupos com Brasil ‘66, ‘77, ‘88.

Nota 5 – Harrison Ford, antes da fama, foi um aplicado marceneiro e reformou a cozinha da casa de Sérgio Mendes em Los Angeles. Sergio tem até foto.

Nota 6 – Philip Bailey, um dos vocalistas do grupo Earth, Wind & Fire, em entrevista ao The Guardian em julho de 2010 disse: “Eu e Maurice White nos inspiramos nas harmonias vocais de Sergio Mendes & Brasil 66 para formarmos a nossa banda”.

Nota 6 – “Sergio Mendes foi o único homem que enfrentou o dragão”.
Jobim, em entrevista ao Pasquim, comentando a permanência e o sucesso de Sergio no exterior.

Jacy Dasilva

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Just The Way You Are – Billy Joel (1978)



Billy Joel compôs a canção para presentear sua primeira esposa em seu aniversário.
É, de longe, sua composição mais conhecida, mas saibam que seu autor não queria gravá-la.
Até 1977, Joel a incluía em alguns de seus shows, já que seu repertório não era extenso. Mas já possuía joias de valor, como por exemplo “Piano Man”, “New York State Of Mind” e “Say Goodbye To Hollywood”.
Os músicos de sua banda e o próprio Billy não gostavam da “música da patroa” e tocavam de modo desleixado e debochado.
O próprio Billy conta:

“Originalmente, tocamos “Just The Way You Are” como um cha-cha-cha: Don’t go changing (cha-cha-cha)... to try and please me ... (cha-cha-cha)”.

O que não impedia que tentassem tocar no ritmo de bossa nova - o que só estragava mais a canção –, porque simplesmente não era o ritmo certo. E ninguém parecia se importar com isso, exceto o legendário engenheiro de som e produtor Phil Ramone.

"Just The Way You Are" era tocada nos ensaios de estúdio para aquecer a banda, regular microfones e mesa de som. Isso irritava o produtor Phil Ramone, que percebia a canção como um sucesso desperdiçado.
Em 1977, Ramone estava produzindo o álbum “The Stranger” de Billy Joel, pediu uma segunda balada para o disco (a primeira era “She Always a Womam”) e sugeriu que gravassem “Just The Way You Are”.
A reação foi péssima: ninguém queria gravá-la.
O baterista Liberty DeVitto arremessou as baquetas e disse: “Não vou gravar essa música de maricas”.
Billy Joel alegou que a música não era boa, pessoal demais, que ele próprio já estava sendo muito comparado a Elton John e que a canção era parecida com “Daniel” (Elton John/Bernie Taupin) e “You Are The Sunshine of My Eyes” de Stevie Wonder. Enfim, inventou todas as desculpas que conseguiu.
Phil Ramone - com o disco quase todo pronto - teve que convencer Billy e os músicos de que a composição merecia uma chance.
A gravação começou e ficou evidente que a batida não servia, como o prórpio Liberty DeVitto conta:
“A versão cha-cha-cha não funcionou. Então, fizemos uma bossa nova. Phil saiu da cabine com a solução”.
Phil Ramone disse:
“Lib, acho que descobri o problema. Essa levada não está funcionando. A música precisa de um toque mais sensual”.
Phil Ramone sugeriu que o baterista tocasse num ritmo de baião. Isso mesmo, o brasileiríssimo baião e ainda batucou com os dedos para o baterista.
Além disso, substituiu o saxofonista da banda Richie Cannata pelo sax alto de Phil Woods.
Richie, que não queria mesmo gravar a música, nem se importou.
O guitarrista que tocaria o violão na faixa nem apareceu, sendo substituído por Steve Burgh.
Ramone pediu a Billy que trocasse o piano acústico pelo elétrico Fender Rhodes e adicionou um pedal phaser Small Stone para dar um tom mais intimista.
Phil Ramone ainda queria incluir um arranjo de cordas feito por Dave Grusin, mas Billy rejeitou.
Bom, a música estava gravada, prontinha, mas Billy relutava em incluí-la no álbum.
Na época, Phil Ramone era o produtor das cantoras Linda Ronstadt e Phoebe Snow e convidou-as ao estúdio. As duas estavam conversando com Billy Joel quando Ramone colocou “Just The Way You Are” para tocar. As duas ficaram encantadas e Billy começou a falar mal da música. Elas simultaneamente disseram: “Você está louco?”.

Notas Fora da Pauta

Nota 1 – “The Stranger” foi lançado no final de 1977 e ficou dois anos na lista dos 100 discos mais vendidos da revista Billboard. Nos Estados Unidos vendeu mais de 10 milhões de cópias.
Das 9 faixas, 7 foram sucessos.

Nota 2 – “Just The Way You Are” e o álbum “The Stranger” receberam os prêmios Grammy de melhor canção e disco de 1978, respectivamente.

Nota 3 – O saxofonista Richie Cannata teve que aprender a tocar sax alto para a grande turnê que se seguiu após o sucesso mundial de “Just The Way You Are”.

Nota 4 – As regravações mais significativas da música foram feitas por Barry White (1944-2003) quase simultaneamente ao lançamento de Joel e que, para muitos, é superior a original, Frank Sinatra (1915-1998) e Diana Krall.

Nota 5 – Quando se separou da primeira mulher, Billy Joel passou anos e anos sem tocar “Just The Way You Are” em shows.

Nota 6 – Em 2008, a Sony/Columbia relançou o álbum "The Stranger" contendo a versão cha-cha-cha da canção.

Nota 7 – O primeiro Grammy da carreira de Phil Ramone veio com o álbum de bossa nova “Getz/Gilberto” em 1964.

Nota 8 – Billy Joel e Elton John são grandes amigos, já dividiram o palco em várias turnês e ainda pretendem se apresentar ao vivo mais vezes.

Nota 9 - Billy chama "Just The Way You Are" de "um samba atrasado". Nunca nenhum álbuns de Joel anteriores a "The Stranger" foram lançados no Brasil.

Jacy Dasilva